quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Desemprego entre pobres é 37 vezes maior que entre ricos.

Estudo do Ipea mostra que, no período de 2005 a 2010, aumentou a desigualdade na distribuição de vagas no Brasil.

Embora o número de desempregados no Brasil tenha caído 31,4% entre 2005 e 2010, cresceu a diferença na participação de ricos e pobres no mercado de trabalho. Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o desemprego entre os trabalhadores de menor renda é 37 vezes maior que entre os de maior renda. Em 2005, a diferença era de 11 vezes.  “Não obstante queda significativa na taxa total de desemprego entre 2005 e 2010 nas seis regiões metropolitanas do Brasil, houve situações inversas entre os mais pobres”, disse o Ipea no comunicado. Na conclusão do estudo, o instituto aposta que o aumento do desemprego entre os mais pobres “pode ser visto como a contraface dos ganhos reais nos rendimentos dos ocupados”.

“Uma vez que as pessoas que têm atividade remunerada (seja emprego assalariado ou trabalho por conta própria) melhoram seus rendimentos, a pobreza passa cada vez mais a estar relacionada com o desemprego, e não com o trabalho mal remunerado”, diz o Ipea.
Segundo o levantamento, entre 2005 e 2010, os trabalhadores que respondiam por 10% dos menores rendimentos das regiões pesquisadas tiveram alta de 44,2% no nível de desemprego. Para os 10% com maior rendimento, a taxa de desemprego caiu 2,6% na mesma base de comparação.
Tempo desempregado
O tempo de procura por trabalho também passou por mudanças significativas nos últimos cinco anos. Enquanto, em 2005, os desempregados com menor renda passavam mais tempo procurando trabalho, em 2010, o tempo médio de procura ficou maior entre os trabalhadores com maior renda.
No ano passado, o desemprego com menor rendimento teve tempo de procura médio de 248,3 dias, enquanto, em 2005, era de 341,4 dias. “Ou seja, uma queda de 27,3% no tempo de procura por uma ocupação”, diz o Ipea.
Para os trabalhadores com renda mais elevada, por sua vez, o indicador subiu 15,7%, de 277 dias em 2005 para 320,6 dias em 2010.
Segundo o Ipea, a análise dos números é ambigua. “O aumento do tempo de procura entre os desempregados de maior rendimento familiar per capita sugere que estes podem estar sendo mais seletivos em relação à aceitação de novos empregos”, diz. 
“Por outro lado, a diminuição do tempo de procura entre os mais pobres também é indicativo de que estes acessam principalmente trabalhos precários e de curta duração, retornando rapidamente à condição de desemprego”, completa o Ipea.

OAB cobra resultados sobre caso de abuso de policiais da Rocam.

Após denúncia feita pela reportagem do Jornal do Commercio, sobre vídeo que mostrava dois detidos sendo forçados a se beijar por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos, a Comissão Nacional de Direito Humanos da OAB, decidiu mandar um ofício para a Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS-PE) solicitando os resultados das investigações acerca de um caso semelhante, ocorrido em 2008, que envolvia policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam). No vídeo, também postado no Youtube, além de obrigar os suspeitos a se beijarem, o policial pede para que eles cantem o refrão “a Rocam é f..”.
Um caso claro de abuso de autoridade, a conclusão das investigações ainda não é conhecida pela sociedade. "Os policiais agiram de maneira ilegal, e a gente não sabe quais foram os resultados. A imprensa, a sociedade, têm direito de saber", afirma o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Jayme Asfora. "Em função dos acontecimentos recentes, denunciados pelo JC, a gente vai começar a ficar atento a esses casos, pra que não ocorram novamente", completa.
O presidente da Comissão diz que está confiante de que o secretário da SDS, Wilson Damázio, enviará uma resposta rápida. "O princípio da trânsparência deve reger toda a administração pública", justifica.
Com a retomada do caso, Asfora pretende estimular as pessoas a denunciar ações como essas e cobrar providências, pois acredita que a tendência é que, casos como esse, ao "esfriarem", fiquem impunes. "É preciso reavivá-los e ficar alerta, como cidadão, para que cobremos, em conjunto, essas informações sobre as providências que foram tomadas."
Asfora lembra que, ao relatar qualquer tipo de abuso à OAB, a pessoa pode manter o anonimato, e reitera: "É importante que as pessoas das novas gerações saibam que tais ações são erradas, e fiquem alertas para denunciar, ligar pra a ouvidoria da SDS, para o Ministério Público."

Pai de noivo será indiciado por ocultar arma.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) decidiu indiciar por dois crimes João Bosco Damascena. Ele é pai de Rogério Damascena, que em 19 de dezembro de 2010, durante a festa do seu casamento em Aldeia, matou a noiva Renata Alexandre da Silva, o empresário Marcelo Guimarães, e depois se matou com um tiro na testa. O inquérito, que ouviu mais de 50 pessoas, foi apresentado nesta quinta-feira (10). João Bosco Damascena, de 59 anos, será indiciado por fraude consensual, por ter adulterado o local do crime e a arma utilizada nele, e por porte ilegal de arma de fogo, na modalidade ocultação. Ele escondeu a arma utilizada pelo filho e só a entregou à polícia quatro dias após os crimes.
"O pai de Rogério só não foi autuado em flagrante delito em razão de ter se apresentado espotâneamente e apresentado a arma de fogo, então isso exime o pai do Rogério de ser autuado em flagrante naquela oportunidade, mas não exime de responder um processo criminal", destacou o delegado Igor Leite, responsável pelas investigações.
Sobre os possíveis motivos do crime, o delegado afirma que os autos indicam três fatores: os rompantes de ciúmes do noivo, que já teria chegado a agredir Renata e outras pessoas; sua constante impressão de estar sendo traído, fato confidenciado a amigos, e, de acordo com informações repassadas por uma pessoa muito próxima de Rogério, que o conhecia há mais de 12 anos, o uso esporádico de drogas, como maconha e cocaína, por parte do noivo. "eu acho que a conjunção desses três fatores culminaram naquele momento do triplo homicídio", declara Igor Leite.

Projeto de lei no Congresso fixa mínimo em R$ 545.

O projeto de lei encaminhado nesta quinta-feira (10) ao Congresso Nacional estabelece o valor de R$ 545,00 para o salário mínimo deste ano e as diretrizes para a política de valorização do mínimo entre 2012 e 2015. Pelo texto do projeto, o governo manteve a política atual de reajuste, que leva em conta a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no ano anterior ao do reajuste mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB), apurada pelo IBGE, nos dois anos anteriores ao do aumento.
No artigo 4º, o projeto de lei prevê que até o dia 31 de dezembro de 2015 o Poder Executivo deve encaminhar ao Congresso um projeto de lei dispondo sobre a política de valorização do mínimo para o período compreendido entre 2016 e 2019.
O projeto de lei disciplina ainda a representação fiscal para fins penais nos casos em que houve parcelamento do crédito tributário. A inclusão desse item é um artifício usado pelo governo para enviar a proposta de reajuste do mínimo por meio de um projeto de lei.
Como já havia enviado uma Medida Provisória fixando o mínimo de 2011 em R$ 540,00, o governo não poderia enviar nova MP sobre o mesmo tema. Com a decisão de mudar o valor do mínimo para R$ 545 00, em razão de um INPC maior do que o previsto anteriormente, a solução encontrada, então, foi o envio do projeto de lei, que poderá ser votado em sessão extraordinária da Câmara, uma vez que a pauta da Casa está trancada por várias MPs.
Alguns temas não podem ser tratados por MP, como assuntos relacionados à tributação. Dessa forma, incluindo a questão do parcelamento do crédito tributário no projeto de lei sobre o reajuste do mínimo, o governo encontrou mais uma justificativa para o envio da matéria na forma de projeto de lei.

NO CONGRESSO - O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou hoje (10) um acordo firmado com a oposição, pelo qual o projeto de lei será votado na próxima quarta-feira, sem sessão extraordinária. A ideia é fazer um amplo debate sobre o tema e colocar para votação as emendas apresentadas pela oposição, que defende um salário mínimo maior. O valor de R$ 560 ganha força na Casa entre partidos da oposição e setores do governo, como PDT e PV. Três emendas devem ser apresentadas: uma de R$ 600, dos tucanos, uma de R$ 580, das centrais, e a de R$ 560.

INCONFORMADA COM A BUNDA

Mulher morre após receber injeção de silicone nas nádegas nos EUA.
A polícia americana está investigando a morte de uma mulher após ela ter recebido injeções de silicone nas nádegas em um hotel da Pensilvânia. Claudia Seye Aderotimi, de 20 anos, havia viajado de Londres, na Grã-Bretanha, onde vivia, para realizar o procedimento nos Estados Unidos. Segundo policiais, ela teria sentido dores no peito e falta de ar e chegou a ser levada a um hospital, mas acabou morrendo na terça-feira. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Saiba mais
Relatos publicados na mídia britânica dizem que Aderotimi, que seria de nacionalidade nigeriana, sonhava com uma carreira dançando em videoclipes de rap, mas acreditava que precisava ter um traseiro maior para ser bem sucedida. Ela já teria viajado aos Estados Unidos em novembro para receber injeções de silicone e queria receber uma nova aplicação.
Quarto de hotel
Segundo os investigadores no caso, Aderotimi e outras três pessoas estavam hospedadas no hotel Hampton Inn, perto do Aeroporto Internacional da Filadélfia.
Lá, na segunda-feira, ela teria recebido as injeções de silicone, que teriam sido organizadas pela internet, enquanto outra pessoa teria realizado um procedimento para aumento de quadris. As outras duas amigas teriam viajado para Nova York para uma festa.
A polícia local está investigando uma mulher que teria arranjado o encontro pela internet e está à procura de uma segunda mulher que teria realizado os procedimentos cosméticos. Aderotimi teria pagado cerca de mil libras (R$ 2,7 mil) pelas injeções.
Os investigadores também estudam a possibilidade de que o material injetado em Aderotimi tenha sido silicone industrial, normalmente usado como selante, e não o silicone médico, usado em implantes cirúrgicos.
De acordo com o cirurgião plástico Paul Harris, do Royal Marsden Hospital, em Londres, o aumento de nádegas não é muito comum na Grã-Bretanha, mas está se tornando cada vez mais popular.
No procedimento correto, a paciente teria que estar anestesiada e ter implantes de silicone, como os usados para o aumento de seios, colocados nas nádegas. As injeções de silicone são muitas vezes oferecidas ilegalmente como uma opção mais barata.

Michelly do ‘BBB’ posa para o Paparazzo e revela fantasia: sexo na chuva.

O ensaio de Michelly no Paparazzo só vai ao ar no sábado, 12, mas o EGO libera um aperitivo para você dar uma espiada. Nos bastidores do ensaio, Michelly revelou suas fantasias sexuais. A dançarina, que se considera uma mulher romântica, disse que não gosta de sexo casual e sonha em transar na chuva. “Para fazer amor, tenho de estar envolvida. Não curto sexo casual. Mas sonho em transar na chuva um dia. Sempre vejo em filmes e novelas e parece ser demais. Acho romântico”, diz a paulista.
Michelly posa sem roupa para o Paparazzo e diz que torce por RodrigãoEla conta ainda que nunca usou brinquedinhos sexuais, mas que tem vontade de experimentar. “Até hoje não aconteceu. Nunca estive com um cara que sugerisse. Mas tenho curiosidade e quero experimentar”, diz, aos risos.